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Confissões de uma mente perigosa!
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06.05.06

TERRA_PERMA_LINK 18:18:49, TERRA_CATEGORIES: _os_homens_da_minha_vida. TERRA_POSTED_BY leoname

_adorável_professor

A gente nunca sabe o que esperar do novo, dos sentimentos e interesses que às vezes surgem do nada em relação a uma outra pessoa.  A gente vive num mundo que anda tão depressa, hoje, que o Orkut virou uma ferramenta de interação social que – pasmem! – funciona.  Conheci por este site de relacionamentos um dos amigos mais importantes da minha vida, ganhei muitos outros e, sim, flerto e caço no Orkut com uma intensidade que não faço na vida real. 

Com nove anos de análise, posso dizer sem sombra de dúvida que meu maior problema é a expectativa que minha mente inventa sobre as pessoas, e a ansiedade e frustração que vem disso.  O Orkut, tão sintético em seus perfis, estimula a imaginação, aumentando a possibilidade de expectativa, fantasia e, claro, frustração.  Só Freud sabe o quanto tem sido árduo meu trabalho mental para ficar alerta quanto a isso, de botar o pé no chão e ao mesmo tempo se deixar envolver, sem ansiedade, mas também sem medo.

Pois bem... Ontem uma nova história pode ter começado. Pelo Orkut, um novo “Novo” chegou de mansinho.  Um “Novo” que busquei sem ansiedade, soube esperar e soube agir pra conseguir.  Ontem, conheci este “Novo” em carne, osso e afeto.  Tive a felicidade de conhecer um adorável professor, que entrou na minha vida com intensidade e carinho suficientes para permanecer, até porque são tão genuínos que nem parece que este professor não existia antes de ontem.

Pela primeira vez em muito tempo não estou ansioso.  Não tenho nenhuma garantia: afinal de contas, por mais que a gente tente, a gente nunca sabe o que se passa pela cabeça do Outro.  Só sei o que se passa na minha: quero sentir o abraço, o beijo e o gosto desse professor de novo.  Com calma, com paciência, com expectativa, sim, mas sem ansiedade. 

TERRA_COMMENTS (5)

01.05.06

TERRA_PERMA_LINK 01:23:22, TERRA_CATEGORIES: _o_dj. TERRA_POSTED_BY leoname

_se7en

Ontem aconteceu mais uma edição da minha festinha, a vigésima, e era um especial: Os Sete Pecados Capitais no Cinema. Por isso havia um set de quase duas horas em que se passavam filmes, por bloco, ligados a cada um dos pecados, precedidos por verbetes explicativos no telão de cada um deles. Também teve bolo no final da noite (gula), um striptease com uma mulher pra lá de bizarra (luxuria) – que, segundo um amigo meu, eu tratei feito princesa ao levá-la e retirá-la do palco – e o sorteio de um box com 4 DVDs do Indiana Jones (cobiça). Cool... Eu fiz metade do set dos pecados e na hora da luxúria, não titubeei: tasquei cenas pra lá de explícitas de um dos filmes do Alexandre Frota no telão, ao som de That’s the way (i like it)... Okay, exagerei... Mas deve ter entrado pra história da festa, assim como a Xuxa carcando o mulequinho ao som de Ilariê. Fazemos esta festa há tanto tempo e mesmo assim ainda dá muitos frios na barriga. Ontem, aliás, por ser sábado de fim-de-semana prolongado, tínhamos preocupação com a possibilidade de público baixo. Não foi nem alto, nem baixo.

TERRA_COMMENTS (7)

26.04.06

TERRA_PERMA_LINK 00:34:35, TERRA_CATEGORIES: _egotrip. TERRA_POSTED_BY leoname

_amor_aos_pedaços

 

I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now

I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now

come on and love me now

Carnival came by my town today
bright lights from giantwheel
fall on the alleyways
and I'm here
by my door
waiting for you

I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now

I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now

come on and love me now

I hear sounds of lovers
barrel organs, mothers
I would like to take you
down there
just to make you mine
in a merry-go-round

I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now

TERRA_COMMENTS (4)

25.04.06

TERRA_PERMA_LINK 01:07:52, TERRA_CATEGORIES: _o_dj. TERRA_POSTED_BY leoname

_do_inferno

 

Eu ando cada vez mais voltando a gostar de rock, gênero que andei por muito tempo divorciado.  Redescobri o CD  Beautiful, do Garbage (banda que sempre amei), e desde então ele não sai do meu walkman - já tem uns dois meses.  Venho também acrescentando, quando possível, rock nos meus sets da SOUNDTRACK, tentando acabar com minha fama de DJ pop-farofeiro - destaque para minha "liberdade poética" de pôr Salvation, dos Cranberries, com Madrugada dos Mortos no telão.

Resolvi reforçar ainda mais meu lado rock n roll, então, indo sexta-feira passada em uma conhecida e supostamente badalada festa de rock, de dois grandes DJs hypes de rock do Rio - supostamente os melhores, mais alternativos, "que não se submetem a hits", que só tocam o que gostam e têm profundo conhecimento musical, segundo as boas línguas, e também as más.

Depois de enfrentar uma fila imensa, descobri que só havia EXATAMENTE aquelas pessoas da fila na casa, já que entrei e a festa estava vazia.  Ouvi umas três músicas que não conhecia - "não se submetem a hits", pensei - , mas eram de fato músicas legais.  Aí, depois,  tocou uma nova do Strokes.  Eu nunca gostei muito de Strokes, mas acho as músicas do disco novo boazinhas.  Dancei, feliz.  Aí, depois desse depois, mermão... só veio música obscura, e chata, e não deu pra aguentar nem meia hora.

Tudo bem, eu posso ser um inculto do rock.  Pode ser... Mas o que me deixou mais espantando foi o fato de que, tirando o "momento Strokes", ninguém, absolutamente NINGUÉM, dançava.  Aquelas estranhíssimas pessoas de preto, muito feias e de maquiagem borrada, passaram a meia hora pós-Strokes conversando no bar (se é que dá pra conversar com música pauleira aos urros na sua moleira).  Se aqueles seres estranhos que em teoria são fãs dos renomados DJs-sensação não dançavam e pareciam não conhecer aquele som, o que eles estavam a fazer naquela maldita festa infernal? Que graça tem?

Eu hein... Viva o clichê.

PS: no sábado fui numa festa mais estranha, em que teve show do Zumbi do Mato (não me recriminem, eu não sabia desta info)!!! Mas pelo menos, depois do show, teve um excelente DJ, também de uma festa carioca que já foi mais badalada e agora está mais na encolha, que mandou muito bem, tocou tudo de bom dos anos 90.

TERRA_COMMENTS (5)

23.04.06

TERRA_PERMA_LINK 23:56:13, TERRA_CATEGORIES: _egotrip. TERRA_POSTED_BY leoname

_três_é_demais

Tem dias que eu acordo sem saber exatamente quem eu sou.  Ou, melhor dizendo, qual dos de mim acordou comigo.  Pois entendam... Por mais que eu valorize ser ao mesmo tempo arquiteto-urbanista, DJ e doutorando em geografia, e veja que as pessoas me olham com alguma admiração por conta disso, é difícil conviver com esses três seres auto-centrados e egocêntricos que dominam meu corpinho.  Até porque, não sei se por conta do destino ou se fui eu mesmo que planejei isso, para cada uma dessas profissões eu atendo por um nome ou apelido diferentes.  O DJ tem um nome artístico, o arquiteto atende mais pelo apelido e o respeitável doutorando tem nome e sobrenome.  Aparentemente é o DJ quem vem freqüentando a academia, o arquiteto ocupa a maior parte do meu dia, e o filho da puta do doutorando me fez perder todo o carnaval sentado no PC escrevendo a qualificação.
 
Sabe Irmãos Coragem, novela que tinha uma personagem maluca que se dividia entre as personalidades Lara, Dara e Márcia? Pois é...
 
As três personalidades que habitam em mim já brigaram mais entre si por espaço, mas parecem que estão agora numa trégua harmoniosa em que todas dizem ou ao menos fingem estar satisfeitas com seus respectivos espaços.  Mas peraí... Quando eu não sou o DJ, não sou o doutorando, nem o arquiteto, sobra alguma coisa de mim? Eu tenho certeza que sim, mas eu tenho tido dificuldades de saber quem é esse cara, de entender porque ele se emudece diante de seus próprios sentimentos, não sabe dizer para o homem que se apaixonou – nem para si mesmo – o que está sentindo, que não diz o que sente, que não se entrega, não joga, não se joga.  Os outros três de mim são tão expansivos e espaçosos, que é realmente de se estranhar.
 
Quem é esse cara? Quem sou eu, afinal? O que há de mim desses três e o que não uso deles quando deveria usar? Quando eu devo tirar as máscaras e dar a cara tapa, pular do alto do trampolim sem saber e sem ter medo se a piscina está cheia ou vazia?
 
Espero que este blog me ajude a descobrir.

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