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Ano passado eu conheci um sujeito numa festa. Estava muito mal naquele dia, tinham acontecido coisas bizarras naquela noite que a transforam na "pior da minha vida". E este cara surgiu de mansinho, depois do furacão que havia me tomado, bateu papo, foi simpático e divertido, me salvou a noite e me ganhou. Além de me dar os melhores e mais intensos beijos na boca que já recebi.
Fomos ao cinema no dia seguinte. Fiquei realmente muito impressionado: o cara é inteligente, culto, engraçado, multitarefa cultural (ator, produtor, diretor, artista plástico, escritor...) e com o plus de ser do Sul e ter aquele sotaque que me faz subir pelas paredes. Logo queria casar e ter três filhos lindos com ele, só que ele estava de malas prontas pra voltar pra sua terra para uma temporada teatral de seis longos meses. Então a coisa não vingou. Porque não era pra vingar mesmo. Mas não o esqueci, ele tava guardadinho na minha memória e com um terreninho, mesmo que pequeno, no meu coração.
Ontem teve mais uma das minhas festas... Estou eu, lind@ e lour@, tocando no palco quando sinto um cutucão no ombro. Olho para o lado e ERA ELE... Com um sorriso de orelha a orelha... de braços abertos. Me abraçou apertado e disse:
- Que saudade.
Me tascou um selinho e continuou:
- Eu voltei... em definitivo.
Transtornado, me sentindo a própria Grace de Nicole Kidman em Os Outros recebendo o marido de volta no meio da floresta - só faltou a névoa! - apenas apertei ele com força e disse que em pouco tempo eu não estaria mais tocando, que desceria do palco.
Quando eu desci, procurei-o loucamente e não encontrei. Fui perguntar pra door se ela tinha visto um sujeito "assim, assado" saído e ela imediatamente me disse:
-Ah, esse cara? Ele queria MUITO falar com você mas não podia entrar pra ficar porque estava com uns amigos, queria entrar só pra falar com você. Insistiu muito, logo no início da festa, e não deixei, disse que não podia. Depois ele voltou e continuou insistindo, continuei não deixando e ele então te deixou um bilhete. Meia hora depois ele voltou e jurou que só ia entrar e falar com você rapidinho, e como eu vi que você tava no palco e era fácil ele te achar, devolvi o bilhete e acabei deixando ele entrar"
Que surpresa... O cara de alguma forma também não tinha me esquecido. E foi quase Hércules para conseguir furar o bloqueio de minha eficientíssima funcionária. Seis horas da manha liguei para ele, ainda tinha o seu número de casa no meu celular. Falamos uns quinze minutos, ele também acabara de chegar: uma conversa carinhosa e risonha. E às 22 horas nos falamos de novo. Ele viaja amanhã, volta domingo. Ficamos de nos ver assim que volte.
Se ele quiser agora um latifúndio, eu cedo numa boa.
PS: Quem lê esse blog - será que alguém lê? - deve me achar muito volúvel. Cada post surge um macho novo no pedaço e em cada um deles parece que estou derretido pelo mesmo. Mas é por aí mesmo: eu estou derretido por todos eles... ao mesmo tempo.
Nunca, nunca mesmo, resolva variar de programa quando você estiver mal-humorado. As conseqüências podem ser desastrosas. Ou fazerem render um post ácido.
Pois bem... Além de uma gripe assassina ter me deixado com olheiras no pé e com uma barba de duas semanas por fazer, por motivos que não vêm ao caso aqui ontem eu estava um pouco irritado, um pouco cansado, um pouco deprimido e um pouco infeliz. Menti descaradamente para meu sócio para não ter que ir filipetar a festa, e fui para o Galeria Café, que não ia há tempos. Em parte porque o som do lugar que geralmente vou realmente anda abusando demais no quesito "vou ser bagaceira pra ser divertido", em parte porque estou cansado de ir lá mesmo.
Um amigo já havia me informado que lá, quando começa a tocar Vanessa da Mata, em remix, é a senha de que o som vai descer ladeira abaixo. "Mas o Galeria Café não é local de gente fina?", pensei eu quando ele me disse.
Pois é... Depois que eu cheguei, três músicas eletrônicas bizarras foram executadas e logo veio o ai ai ai ai ai ai ai ai aaaaaaaaai desafinado da nova cabeluda da MPB. Daí em diante, a palavra de ordem era o remix: Madonna remix, Anastacia remix, Bob Sinclair remix (existe alguma coisa mais insuportável do que Love Generation? Sim, tem: ela remixada), Pussycat Dolls remix (!!!!!!!!!!!!!). Putaquiupariu, caralho, buceta...
Não bastasse isso, agora o digníssimo place está INFESTADO de meninas que se vestem de maneira igual às Patricinhas de Beverly Hills, além de ficarem à noite inteira com um cigarro ACESO apontado para cima (estou com duas marcas no braço esquerdo), além de gritarem feito loucas. Particularmente havia uma GORDA ESCROTA com uma blusa verde-abacate que só contribuía para desfavorecer suas formas que pisou no meu pé umas cinco vezes (pedir desculpa? maginaaaaaaaaaaa....) - em compensação imaginei umas 20 formas diferentes de matá-la; gosto muito da que usa insetos...
Esqueci de dizer que o lugar estava lotado, que a entrada é cara, que havia uma quantidade de pessoas de cachecol e gorro que era uma piada (no Rio, basta bater uma brisa pra que as pessoas tirem seus visons do armário, para se sentirem europeus. Eu estava de calça jeans e blusa de malha curta), e que tudo, tudo mesmo, não lembrava o Galeria Café que um dia já frequentei.
Nessa confusão, vejo que um menino que vem jogando charme há algum tempo no msn estava lá. Tentamos interagir, mas querido, se você lê este blog, tenha certeza: eu estava num dia ruim!
Bagaceira por bagaceira, vou continuar no The Copa. Lá pelo menos pedem desculpas quando pisam no seu pé!
01:23:22, categorias: _o_dj. criado por leonameOntem aconteceu mais uma edição da minha festinha, a vigésima, e era um especial: Os Sete Pecados Capitais no Cinema. Por isso havia um set de quase duas horas em que se passavam filmes, por bloco, ligados a cada um dos pecados, precedidos por verbetes explicativos no telão de cada um deles. Também teve bolo no final da noite (gula), um striptease com uma mulher pra lá de bizarra (luxuria) – que, segundo um amigo meu, eu tratei feito princesa ao levá-la e retirá-la do palco – e o sorteio de um box com 4 DVDs do Indiana Jones (cobiça). Cool... Eu fiz metade do set dos pecados e na hora da luxúria, não titubeei: tasquei cenas pra lá de explícitas de um dos filmes do Alexandre Frota no telão, ao som de That’s the way (i like it)... Okay, exagerei... Mas deve ter entrado pra história da festa, assim como a Xuxa carcando o mulequinho ao som de Ilariê. Fazemos esta festa há tanto tempo e mesmo assim ainda dá muitos frios na barriga. Ontem, aliás, por ser sábado de fim-de-semana prolongado, tínhamos preocupação com a possibilidade de público baixo. Não foi nem alto, nem baixo.
01:07:52, categorias: _o_dj. criado por leoname
Eu ando cada vez mais voltando a gostar de rock, gênero que andei por muito tempo divorciado. Redescobri o CD Beautiful, do Garbage (banda que sempre amei), e desde então ele não sai do meu walkman - já tem uns dois meses. Venho também acrescentando, quando possível, rock nos meus sets da SOUNDTRACK, tentando acabar com minha fama de DJ pop-farofeiro - destaque para minha "liberdade poética" de pôr Salvation, dos Cranberries, com Madrugada dos Mortos no telão.
Resolvi reforçar ainda mais meu lado rock n roll, então, indo sexta-feira passada em uma conhecida e supostamente badalada festa de rock, de dois grandes DJs hypes de rock do Rio - supostamente os melhores, mais alternativos, "que não se submetem a hits", que só tocam o que gostam e têm profundo conhecimento musical, segundo as boas línguas, e também as más.
Depois de enfrentar uma fila imensa, descobri que só havia EXATAMENTE aquelas pessoas da fila na casa, já que entrei e a festa estava vazia. Ouvi umas três músicas que não conhecia - "não se submetem a hits", pensei - , mas eram de fato músicas legais. Aí, depois, tocou uma nova do Strokes. Eu nunca gostei muito de Strokes, mas acho as músicas do disco novo boazinhas. Dancei, feliz. Aí, depois desse depois, mermão... só veio música obscura, e chata, e não deu pra aguentar nem meia hora.
Tudo bem, eu posso ser um inculto do rock. Pode ser... Mas o que me deixou mais espantando foi o fato de que, tirando o "momento Strokes", ninguém, absolutamente NINGUÉM, dançava. Aquelas estranhíssimas pessoas de preto, muito feias e de maquiagem borrada, passaram a meia hora pós-Strokes conversando no bar (se é que dá pra conversar com música pauleira aos urros na sua moleira). Se aqueles seres estranhos que em teoria são fãs dos renomados DJs-sensação não dançavam e pareciam não conhecer aquele som, o que eles estavam a fazer naquela maldita festa infernal? Que graça tem?
Eu hein... Viva o clichê.
PS: no sábado fui numa festa mais estranha, em que teve show do Zumbi do Mato (não me recriminem, eu não sabia desta info)!!! Mas pelo menos, depois do show, teve um excelente DJ, também de uma festa carioca que já foi mais badalada e agora está mais na encolha, que mandou muito bem, tocou tudo de bom dos anos 90.