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Confissões de uma mente perigosa!
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06.05.06

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_adorável_professor

A gente nunca sabe o que esperar do novo, dos sentimentos e interesses que às vezes surgem do nada em relação a uma outra pessoa.  A gente vive num mundo que anda tão depressa, hoje, que o Orkut virou uma ferramenta de interação social que – pasmem! – funciona.  Conheci por este site de relacionamentos um dos amigos mais importantes da minha vida, ganhei muitos outros e, sim, flerto e caço no Orkut com uma intensidade que não faço na vida real. 

Com nove anos de análise, posso dizer sem sombra de dúvida que meu maior problema é a expectativa que minha mente inventa sobre as pessoas, e a ansiedade e frustração que vem disso.  O Orkut, tão sintético em seus perfis, estimula a imaginação, aumentando a possibilidade de expectativa, fantasia e, claro, frustração.  Só Freud sabe o quanto tem sido árduo meu trabalho mental para ficar alerta quanto a isso, de botar o pé no chão e ao mesmo tempo se deixar envolver, sem ansiedade, mas também sem medo.

Pois bem... Ontem uma nova história pode ter começado. Pelo Orkut, um novo “Novo” chegou de mansinho.  Um “Novo” que busquei sem ansiedade, soube esperar e soube agir pra conseguir.  Ontem, conheci este “Novo” em carne, osso e afeto.  Tive a felicidade de conhecer um adorável professor, que entrou na minha vida com intensidade e carinho suficientes para permanecer, até porque são tão genuínos que nem parece que este professor não existia antes de ontem.

Pela primeira vez em muito tempo não estou ansioso.  Não tenho nenhuma garantia: afinal de contas, por mais que a gente tente, a gente nunca sabe o que se passa pela cabeça do Outro.  Só sei o que se passa na minha: quero sentir o abraço, o beijo e o gosto desse professor de novo.  Com calma, com paciência, com expectativa, sim, mas sem ansiedade. 

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