
00:34:35, categorias: _egotrip. criado por leoname
I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now
I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now
come on and love me now
Carnival came by my town today
bright lights from giantwheel
fall on the alleyways
and I'm here
by my door
waiting for you
I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now
I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now
come on and love me now
I hear sounds of lovers
barrel organs, mothers
I would like to take you
down there
just to make you mine
in a merry-go-round
I will never know
cause you will never show
come on and love me now
come on and love me now
01:07:52, categorias: _o_dj. criado por leoname
Eu ando cada vez mais voltando a gostar de rock, gênero que andei por muito tempo divorciado. Redescobri o CD Beautiful, do Garbage (banda que sempre amei), e desde então ele não sai do meu walkman - já tem uns dois meses. Venho também acrescentando, quando possível, rock nos meus sets da SOUNDTRACK, tentando acabar com minha fama de DJ pop-farofeiro - destaque para minha "liberdade poética" de pôr Salvation, dos Cranberries, com Madrugada dos Mortos no telão.
Resolvi reforçar ainda mais meu lado rock n roll, então, indo sexta-feira passada em uma conhecida e supostamente badalada festa de rock, de dois grandes DJs hypes de rock do Rio - supostamente os melhores, mais alternativos, "que não se submetem a hits", que só tocam o que gostam e têm profundo conhecimento musical, segundo as boas línguas, e também as más.
Depois de enfrentar uma fila imensa, descobri que só havia EXATAMENTE aquelas pessoas da fila na casa, já que entrei e a festa estava vazia. Ouvi umas três músicas que não conhecia - "não se submetem a hits", pensei - , mas eram de fato músicas legais. Aí, depois, tocou uma nova do Strokes. Eu nunca gostei muito de Strokes, mas acho as músicas do disco novo boazinhas. Dancei, feliz. Aí, depois desse depois, mermão... só veio música obscura, e chata, e não deu pra aguentar nem meia hora.
Tudo bem, eu posso ser um inculto do rock. Pode ser... Mas o que me deixou mais espantando foi o fato de que, tirando o "momento Strokes", ninguém, absolutamente NINGUÉM, dançava. Aquelas estranhíssimas pessoas de preto, muito feias e de maquiagem borrada, passaram a meia hora pós-Strokes conversando no bar (se é que dá pra conversar com música pauleira aos urros na sua moleira). Se aqueles seres estranhos que em teoria são fãs dos renomados DJs-sensação não dançavam e pareciam não conhecer aquele som, o que eles estavam a fazer naquela maldita festa infernal? Que graça tem?
Eu hein... Viva o clichê.
PS: no sábado fui numa festa mais estranha, em que teve show do Zumbi do Mato (não me recriminem, eu não sabia desta info)!!! Mas pelo menos, depois do show, teve um excelente DJ, também de uma festa carioca que já foi mais badalada e agora está mais na encolha, que mandou muito bem, tocou tudo de bom dos anos 90.
23:56:13, categorias: _egotrip. criado por leonameTem dias que eu acordo sem saber exatamente quem eu sou. Ou, melhor dizendo, qual dos de mim acordou comigo. Pois entendam... Por mais que eu valorize ser ao mesmo tempo arquiteto-urbanista, DJ e doutorando em geografia, e veja que as pessoas me olham com alguma admiração por conta disso, é difícil conviver com esses três seres auto-centrados e egocêntricos que dominam meu corpinho. Até porque, não sei se por conta do destino ou se fui eu mesmo que planejei isso, para cada uma dessas profissões eu atendo por um nome ou apelido diferentes. O DJ tem um nome artístico, o arquiteto atende mais pelo apelido e o respeitável doutorando tem nome e sobrenome. Aparentemente é o DJ quem vem freqüentando a academia, o arquiteto ocupa a maior parte do meu dia, e o filho da puta do doutorando me fez perder todo o carnaval sentado no PC escrevendo a qualificação.
Sabe Irmãos Coragem, novela que tinha uma personagem maluca que se dividia entre as personalidades Lara, Dara e Márcia? Pois é...
As três personalidades que habitam em mim já brigaram mais entre si por espaço, mas parecem que estão agora numa trégua harmoniosa em que todas dizem ou ao menos fingem estar satisfeitas com seus respectivos espaços. Mas peraí... Quando eu não sou o DJ, não sou o doutorando, nem o arquiteto, sobra alguma coisa de mim? Eu tenho certeza que sim, mas eu tenho tido dificuldades de saber quem é esse cara, de entender porque ele se emudece diante de seus próprios sentimentos, não sabe dizer para o homem que se apaixonou – nem para si mesmo – o que está sentindo, que não diz o que sente, que não se entrega, não joga, não se joga. Os outros três de mim são tão expansivos e espaçosos, que é realmente de se estranhar.
Quem é esse cara? Quem sou eu, afinal? O que há de mim desses três e o que não uso deles quando deveria usar? Quando eu devo tirar as máscaras e dar a cara tapa, pular do alto do trampolim sem saber e sem ter medo se a piscina está cheia ou vazia?
Espero que este blog me ajude a descobrir.
Pois é gente... são 7:07 da manhã e eu cismei, agora, depois de tomar muito goró, que quero voltar a ter um blog. A primeira vez que tentei ter não durou mais que 3 meses: enchi o saco de mim mesmo, já que o blog é uma tremenda egotrip! Mas agora sinto como nunca que preciso de escrever sobre mim mesmo. Será uma blogterapia. Espero que meus amigos do blog passado, e quem sabe alguns novos, me ajudem a exorcisar algumas feridas e celebrar muitas alegrias.
beijos!